Arrepio.

15:57


Voltei lá e nada tem a ver. Tudo está diferente, tudo mudou, como nós...Olhei à minha volta e um arrepio subiu por mim acima, acabando por morrer na minha espinha.Vazio. Onde é que estava a brisa que outrora fazia da folhagem daquelas árvores a nossa melodia do amor?! Mas que folhagem? Olhei as árvores dos pés à cabeça e estavam nuas. Não haviam folhas, muito menos frutos. O sol quente que nos fazia suar, estava completamente coberto por nuvens; escondido.Vazio. Parecia tudo faltar ali. Era quase como o espelho da nossa relação: já teve tudo e agora nada tem.Sentei-me e ri para não chorar. Aquele sítio estava inóspito, mas o que mais lhe faltava éramos nós, e eu sabia disso. "Nós" que nunca deixou de existir, mas que já não é a mesma coisa. Já não é aquele que era inquebrável e que ia além de tudo e de todos.Vazio. Tudo na vida me parece estranho, e amor parece ser o maior bicho de sete cabeças. Serei pior ao amor que na Matemática? São problemas que eu não consigo resolver. Talvez até consiga, com tempo a insistir, persistir, e a tentar alcançar form(ul)as para dar a volta por cima. Mas restar-me-ão forças para isso?Vazio... por enquanto.

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